Olá, pessoal



Gente! Hoje trouxe algumas curiosidades sobre os livros da Dira Arrais. Para você que conhece as obras da autora e tem curiosidade sobre enredo, personagens e muitas outras coisas. Aqui é sua parada certa!

Primeiro vamos saber um pouco sobre ela:


Meu nome é Indira, mas quase cem por cento das pessoas me chama de Dira. =D Então ficou. Sou psicóloga, funcionária pública, e moro em Teresina – Piauí. Sou uma leitora compulsiva, não do tipo que lê todos os lançamentos, mas do tipo que quando começa um livro só larga quando termina. Cansei de virar noites, perder aula ou algum compromisso por não conseguir parar de ler. 


Perguntas: 
1.    Como descobriu a paixão pela escrita?


Eu sempre gostei de escrever, desde as redações da escola às cartas para os amigos. Chegou uma época, no fim da adolescência e começo da juventude, que comecei a me sentir inspirada no que eu lia/via. Vinham à minha mente continuação das histórias que eu tinha acesso. Nessa época, descobri as ficções de fã, e achei no Orkut uma comunidade só de fanfictions de Orgulho e Preconceito. Lendo aquilo pensei: também posso fazer isso. Nasceram alguns Elizabeth Bennet e Darcy’s. Mas chegou um tempo que eles não eram mais suficientes, comecei minha primeira história original, Novo Horizonte, e depois não consegui mais parar. 

2.     O que lhe inspira?


Tudo me inspira. Absolutamente tudo. Uma música, um trecho de livro, uma frase num muro qualquer da cidade, um sorriso, uma cena que eu vejo (seja em filme, seriado ou na vida real), um sonho, algo que me contam, algo que eu vivi... E principalmente o silêncio. Adoro dirigir em estrada. Quando estou dirigindo, me vêm muita coisa à mente.


3.  Quem foi a primeira pessoa a ler seu primeiro rascunho?


A Tânia Picon. A gente se conheceu na comunidade de fics no Orkut, e não me pergunte como ou porque, ficamos amigas. Já faz tanto tempo que eu nem lembro mais como começou essa troca de livros. A gente escreve e envia imediatamente uma para a outra, capítulo a capítulo. Somos nossas maiores criticas e maiores fãs também. O engraçado é que nunca nos vimos, mas somos amigas pessoais mesmo, e nos falamos todo santo dia. 

Vamos falar um pouco sobre Novo Horizonte:
1.    Novo Horizonte é uma cidade fictícia de Santa Catarina. Por que o nome? O significado do nome da cidade reflete na personagem Lua? Como?


O nome é esse, porque a Lua, sem saber, foi buscar isso em Londres, um novo horizonte, uma forma nova de ver o mundo. Só, que, para enxergar de forma diferente, não é preciso sair do lugar, basta pensar diferente. E quando ela volta, e tudo aquilo acontece, ela percebe que seu Novo Horizonte é justamente aquela cidadezinha que ela sempre detestou, mas que precisou sair, para descobrir que ali é o seu lugar. É justamente isso que reflete na personalidade dela.


2.   
Por que uma cidade fictícia de Santa Catarina?


Pelos seguintes motivos: A ideia para o livro veio numa viagem que eu fiz para Santa Catarina em 2009. Foi lá que eu imaginei a história acontecer, então só obedeci, digamos assim, a minha inspiração. E trata-se de uma cidade fictícia, porque eu não queria ter que pesquisar esses detalhes geográficos, e nem correr o risco de errar. Existem cidades com esse nome, inclusive no meu estado, e eu só descobri isso depois do livro pronto, mas não acho que seja um problema. Outra motivação pra isso, é que NH foi meu primeiro livro, minha primeira criação original, e eu sempre fui muito tímida, então eu queria, de certa forma, me afastar da obra. Não quero que a minha vida pessoal esteja relacionada com o conteúdo do livro. É óbvio que muito de mim entra no que eu escrevo, mas acho um saco ter que ficar explicando que eu não sou meus personagens e nem vivi nada daquilo, então, achei melhor “fazê-los viver” num estado bem longe do meu! Rs!
3.    Há cidades do mesmo nome, leitores questionaram isso?
Não, nunca ninguém questionou. Acho eu, que pelo fato de muitas cidades no Brasil compartilharem o mesmo nome.
4.    

3.Por que Leoni nos títulos dos capítulos?


Por que não? Rs! Da mesma forma que Santa Catarina me inspirou, quando eu ouvia as músicas do Leoni, automaticamente eu transformava algum trecho da letra em capítulo. O livro foi escrito inspirado nessa trilha sonora, então achei justo, homenagear o compositor com o nome de cada capítulo. Logo abaixo do título, inclusive, coloco o trecho da música que tem a ver com o enredo. Por exemplo, o primeiro capítulo se chama A casa na montanha, e o trecho da música é o seguinte: “Mas, eu só percebi quando era tarde (...) que eu me tranquei sozinho com o inimigo, que vai passar a vida aqui comigo, vivendo do meu medo e solidão”. (A Casa na Montanha – Leoni)
Essa música tem tudo a ver com o livro. Primeiro, o fato da casa do Arthur, e posteriormente do Eduardo, ser no alto de uma colina. (Até porque ficaria estranho um brasileiro morar no alto de uma montanha).
O Arthur, apesar de só aparecer no livro através de lembranças, é um personagem extremamente importante pra obra. Ele é o responsável tanto pelo encontro do Edu com a Lua, como, de certa forma, pela separação. E a história dele, só é revelada completamente no final, e explica o motivo do isolamento.


4.    Para você Lua é racional ou sonhadora?


Para mim ela é dramática! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
Falando sério, acho que o amor pela literatura a deixou um pouco sonhadora. Ela é tão sonhadora, que cobrou do Apollo uma perfeição que não existe. Quando ela vive em Londres, e cai na realidade adulta, amadurece bastante e coloca mais os pés no chão, se tornando mais racional.

5.    Os anos longe de Eduardo, como Lua se tornou?


Me doeu muito separar esses dois. Mas foram anos necessários. A Lua precisava crescer, e o Edu a protegia demais. Na verdade, ela só demorou tanto tempo, porque algumas coisas complicaram no meio de campo. Os planos não eram morar em Londres, mas conhecer Londres, passar uma temporada. 

6.    Fale sobre o processo de construção do Apollo:


É um tópico bem complexo, porque o Apollo é inspirado em alguém real, mas que com o tempo, foi ganhando contornos e roupagens e se tornou independente do “modelo”, digamos assim. Ele é baseado no meu melhor amigo, que se chama Aquélis, e faleceu dois anos antes do livro ser escrito. Essa é uma das coisas que o livro tem da minha vida. Embora a Lua não tenha sido inspirada em mim, eu queria que a relação dela com o Apollo fosse o mais parecida com a que eu tinha com o Aquélis: a gente realmente se conheceu aos sete anos, nós éramos como irmãos, apesar de termos morado a maioria do tempo em cidades diferentes, e ele era a única pessoa com quem eu me sentia a vontade para falar sobre tudo. Só que a medida que a história foi sendo escrita, o Apollo ganhou vida própria. Ele sequer deveria ter chegado ao fim do livro, muito menos ter ganhado seu próprio livro, mas ele me despertou tanto amor, que não consegui largá-lo. A questão da hospitalização também tem a ver com o Aquélis. Ele não sofreu um acidente, como o Apollo, mas tinha um problema de saúde e passou por várias cirurgias e internações e superou limites a vida inteira. Eu tentei passar isso, em “Como cão e gato”, a dificuldade de estar num hospital, dependendo das pessoas, sem saber se vai acordar no dia seguinte, o esforço psicológico e físico na reabilitação e a importância da família e dos amigos.

7.    Quais os elementos para montar seus personagens?


Não tenho uma resposta racional pra essa pergunta. Eu não penso em como os personagens vão ser, ou em quem eles são. Penso e construo situações para eles se mostrarem, e a medida que vão se mostrando, vou percebendo quem eles são e porque se comportam assim. A Lua, por exemplo, ela vive em conflito com a família, se acha a vítima e também a dona da razão. Demora anos para ela perceber que não é vítima, e que a mãe, o pai e a irmã se comportam como sabem, como aprenderam, e não por maldade. Só após amadurecer, ela percebe que há amor naquela família, embora todos, inclusive ela, tenham dificuldades em demonstrar. Não há vilões, em Novo Horizonte, há personagens com defeitos e qualidades, embora, por ser narrado em primeira pessoa, a ótica da Lua fica mais explícita.

8.    Com relação ao livro Novo Horizonte o perdão é um dos pontos fortes para que a história se complete. Para você, quais são os passos do perdão?


Pra mim só existe um passo, entender que não há vítimas ou algozes. O viver é um eterno jogo de ação e reação. A ação de alguém, que por ventura, eu considere algo ruim, muitas vezes já é uma reação a algo que aquela pessoa viveu, e que até eu posso ter sido responsável por, digamos assim, acionar o gatilho. Quando consigo entender que ninguém é perfeito, e que todos erram, o perdão vem naturalmente.

9.    Qual dos teus livros você tornaria real, se pudesse?


Essa é uma pergunta cachorra! Kkkkkkkkkkkkkk! Como responder isso? Eu amo os meus personagens, alguns mais do que outros, então é óbvio que eu gostaria que todos pudessem existir. Mas se for pra escolher um, eu escolheria “Como cão e gato”, porque simplesmente eu sou louca pelo Apollo. Apesar dele também estar em outros dois livros, esse é o livro onde ele é o protagonista, é o seu final feliz, e se tem um personagem que merece um final feliz, esse personagem é o Apollo! =D

10.   O que te desanima ao ler um livro:


Excesso de erros, independente do tipo: ortografia, continuidade, pesquisa.
Clichês: Homem rico poderoso/Mulher fraca, pobre e submissa; Nerds/Populares; Virgens/Cafajestes, entre outros.
Exageros e cenas fora da realidade em livros que não são do gênero fantasia.
Romantização de abuso, pedofilia e incesto. Nem continuo a leitura.


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Bem, agora você já conhece um pouco da autora, curiosidade sobre os personagens, sobre o livro! Espero que mesmo que não a conheça, tenha despertado a vontade de dar uma espiadinha. A Dira é um amor <3

Olha que foto mais que especial que me enviou:






Beijos, até o próximo post <3




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