Hey!

Cancela as passagens!! Já fui e voltei apaixonada de Paris!

NÃO importa como ela soube descrever os lugares, o que importa é que fui lá. Senhor, foi muito bom. Talvez você ainda não entendeu do que eu estou falando, devo soar louca ao seus olhos, mas não é loucura. Quer dizer, não isso aqui. Eu fui à Paris. 

Acabei de ler 365 noites em Paris e quando descobri do que se tratava o título eu fiquei tipo: Quero chorar. O final foi muito inesperado, mas antes que eu posso falar do final, deixa eu apresentar a sinopse.




Charlotte é uma jovem cozinheira que vive em Paris. Por dez anos trabalhou e aprendeu tudo na cozinha do modesto restaurante de seu avô paterno, que por problemas financeiros foi fechado. 

Precisando de dinheiro consegue um trabalho de garçonete no Le Procope, um dos restaurantes mais antigos e nobres da Cidade Luz, lugar onde conhece Benjamin Hastings, um homem culto e despreocupado com a vida. Ben se sente a cada vez mais apaixonado pela jovem, enquanto ela está sempre procurando desculpas para não aceitar o convite de um passeio à margem do Rio Sena. 

Em um dia, ela aceita o convite do charmoso homem e então se vê dentro de uma nova atmosfera amorosa e descobre que o seu admirador é também um amante da gastronomia. Alguém com quem poderia contar para realizar o sonho de reaver o restaurante de seu avô e se tornar uma grande chef.



Gente, Ben e Char são amorzinho junto. A história traz experiências de um turista e uma parisiense. Os lugares descritos faz você dizer: Tenho que ir à Paris. Preciso ver aquela Torre gigante de perto. 

O livro é contado em vários pontos de vista, e como sempre eu fico fantasiando com o amigo do cara, ou seja, Will. Gente, o Ben é tudo, mas eu confesso que tive uma queda por Will. Tão cheio de vida e coragem. As cenas que traz os dois sempre era regada a muita amizade, algo verdadeiro.

Eu posso dizer que esse romance é diferente, muito diferente. Nele conhecemos várias mentes que compõe um enredo muito rico em detalhe. Eu senti o cheiro do hospital que eles estiveram. Eu sei quanto Ben gastou quando comprou Macarons, sei o sabor que tinha a torta que ele comprou, só assim posso explicar a riqueza dos detalhes escritos.

Apesar que morri, queria muito estar com Ben e comer tudo isso.

Como um bom turista Ben tinha várias perguntas e uma que me deixou fascinada foi a explicação para o "apelido" Cidade Luz.


Dizem que chamaram de Cidade Luz por atrair vários artistas famosos que passaram a viver aqui, ou seja, um derivado de "brilhantes" ou "mentes brilhantes" que se destacaram - pintores, músicos, dançarinos, fotógrafos, escritores etc -, transformando a cidade no maior centro de artes do mundo.



Além de Will, conhecemos Alice irmã de Charlotte, Megan melhor amiga dela. 

O romance dos dois é lindo, quando chega as páginas finais e a história começou a tomar corpo, eu fiquei sem saber o que esperar do final. Eu não posso contar, tiraria toda graça, mas posso dizer que veio como um choque. Tudo parecia perfeito. Ele era um cara encantador, ela era linda como ele nunca tinha visto. Mas a vida é uma vadia suprema e nem mesmo o casal que vivia um amor na Cidade Luz sairiam ileso. 

Foi um tanto surpreendente.

A escrita da Miriã é outro feito. O livro flui muito bem, é leve e bem escrito. Quando for ler vá com ideia que não é um romance convencional, mas é lindo. Eu queria poder dizer o que li nas ultimas páginas, mas quando você presenciar esses últimos capítulos entenderá sobre o que estou falando e sentindo.



       Não force o pensamento. Não imagine. Não invente respostas. Apenas viva.


Isso é tudo, pessoal!